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Dois bispos são ordenados após acordo entre China e Vaticano

Acordo assinada no ano passado divide opiniões entre especialistas sobre a interferência do governo chinês na religião

Um acordo histórico assinado em setembro do ano passado entre China e Vaticano permitiu que dois bispos católicos chineses fossem ordenados com a bênção do Papa Francisco.

Nesta segunda-feira (26), Dom Antonio Yao Shun, 54, recebeu o mandato papal e foi consagrado como bispo de Jining, na Mongólia Interior, segundo informou o Vatican News. A ordenação aconteceu na Catedral de Nossa Senhora do Rosário.

Nesta quarta-feira (28), um segundo bispo chinês foi ordenado: O padre Stephen Xu Hongwei, 44 anos, foi ordenado bispo coadjutor de Hanzhong, no estado de Shaanxi, no norte da China. Em comunicado, o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, confirmou que a ordenação de Hongwei “também ocorreu no âmbito do Acordo Provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China”.

Este “Acordo Provisório”, que tinha o objetivo declarado de permitir “superar as feridas do passado”, foi assinado em 22 de setembro. Na época, o porta-voz do Vaticano Greg Burke disse que o acordo “não era político, mas pastoral, permitindo que os fiéis tenham bispos em comunhão com Roma, mas ao mesmo tempo reconhecidos pelas autoridades chinesas”.

Embora o conteúdo do “Acordo Provisório” nunca tenha sido divulgado, os relatórios indicam que exige que as autoridades chinesas submetam um candidato a bispo ao Vaticano, enquanto o papa terá a palavra final sobre o assunto.

As ordenações dividem opiniões, segundo informações do Christian Post. Enquanto alguns especialistas acreditam que a China está reconhecendo as necessidades de um bispo ser nomeado pelo Papa, outros dizem que antes das autoridades chinesas indicaram Yao, o Papa já o havia nomeado bispo.

David Mulroney, ex-embaixador canadense na China, disse ao LifeSiteNews que um retorno à ordenação de bispos na China é “bem-vindo”, mas expressou preocupação com a “falta de transparência” em relação ao acordo entre o Vaticano e a China.

“Avançar com as nomeações episcopais na China é muito bem-vindo, e é por isso que o Vaticano buscou algum tipo de acordo com o estado chinês”, disse ele.

A China abriga cerca de 12 milhões de católicos, divididos entre a Associação Católica Patriótica Chinesa e uma igreja subterrânea leal ao Vaticano. Padres e paroquianos clandestinos são frequentemente detidos e assediados pelas autoridades chinesas.Continue Lendo

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